Instituto Panamericano de Gestão, instituição responsável pela gestão do Hospital Municipal de Santarém e da Unidade Pronto Atendimento (UPA 24 horas), dispensou serviços dos anestesistas


O fim da parceria entre o município e o Serviço de Anestesiologia do Oeste do Pará (SAOP), que há 13 anos fazia o atendimento, em regime de plantão, com profissionais especializados em anestesia, sobretudo para os casos de urgência e emergência no Hospital Municipal de Santarém (HMS), foi a tônica do pronunciamento do vereador Valdir Matias Jr. (PV), durante a sessão plenária desta segunda-feira (23), na Câmara Municipal. O parlamentar se mostrou preocupado com a atitude do Instituto Panamericano de Gestão (IPG), atual gestor do HMS e UPA 24 horas, que na semana passada dispensou os serviços dos profissionais do SAOP. O diretor da OS, André Franco Ribeiro, no último dia 20, comunicou oficialmente a decisão de não renovar o contrato com a associação dos anestesistas, alegando que o SAOP não aceitou a proposta para a renovação dos serviços de anestesia.


Por meio de nota de esclarecimento, o SAOP afirma que não recebeu nenhuma proposta por parte da OS e não teve tempo suficiente para apresentar a proposta que foi solicitada. A entidade conclui que a nota da OS fazendo essa afirmativa, não corresponde com a verdade e deve ter outras motivações.

Para Valdir Matias Jr., algumas mudanças que estão ocorrendo sob a nova gestão do HMS e UPA certamente que são para melhorar o atendimento nessas duas unidades de saúde, que recebem diariamente um grande número de pacientes de Santarém e também de outros municípios da região. Para o líder do PV, no entanto, é preciso observar as necessidades primordiais do serviço de saúde pública, sobretudo diante do aumento diário de casos de urgência e emergência do hospital municipal. O parlamentar chamou a atenção de seus pares e direcionou seu pronunciamento à Comissão de Saúde da Câmara para o fato de algumas especialidades médicas terem sido reduzidas, como os médicos pediatras. “Chegou ao meu conhecimento que as crianças estão sendo encaminhadas para o clínico geral porque não tem pediatra suficiente para atender os pacientes”, disse Valdir. 

Para ele, a Comissão de Saúde da Câmara deve exigir explicações sobre as mudanças que acabam afetando o atendimento da população, dos casos de alta complexidade, que chegam diariamente à urgência e emergência do HMS. 

“No Hospital Municipal existem três salas de cirurgia que funcionam 24 horas por dia, cerca de 30 procedimentos cirúrgicos são feitos no hospital municipal. Você tira a cooperativa que tem em seu quadro oito profissionais, especializados em anestesiologia, com vasta experiência no serviço público, para colocar apenas dois médicos, que não vão dar conta de todos os casos. Estamos muito preocupados com essa situação e vamos chamar a comissão que fiscaliza esse contrato de gestão para termos acesso aos anexos do contrato, para analisarmos as metas estipuladas e que o serviço possa melhorar e não reduzir ou diminuir especialidades. A OS tem avançado em algumas partes, mas o importante mesmo é a ampliação do serviço médico para que a população seja atendida com rapidez e curada”, completou o vereador. 




ESCLARECIMENTO SAOP 

O SAOP – Serviço de Anestesiologia do Oeste do Pará, CNPJ: 09405910/0001-29, é uma empresa prestadora de serviço médico especializado em Anestesia, constituída por 8 membros, todos médicos especializados em anestesiologia com história em Santarém, onde têm compromisso com a população que mais necessita do serviço de saúde.

O mesmo presta serviço para o Hospital Municipal de Santarém (HMS) há 13 anos, atendendo em regime de plantão.

Com a chegada da OS (Organização de Saúde), contratada pelo Secretário municipal de saúde de Santarém, fomos chamados para uma reunião onde foi solicitado que apresentássemos uma proposta para continuidade do nosso contrato que agora seria firmado com a OS e não mais com a SEMSA. Antes que apresentássemos a tal proposta fomos surpreendidos com uma carta chegada ao nosso escritório que comunicava o nosso afastamento do HMS e dizia que o motivo do afastamento seria nossa recusa em aceitar a proposta feita pela OS

O motivo desta é colocar luz nos fatos e explicação onde se faz necessário.

1- Sempre trabalhamos no HMS, na maior parte do tempo em péssimas condições tanto técnica (principalmente por falta de medicamentos e de instrumentais), como também falta de condições estruturais e até sanitárias. Isto não nos intimidava, muito menos nos desestimulávamos para o exército do nosso mister.

2- Não recebemos nenhuma proposta por parte da OS e não tivemos tempo suficiente para apresentar a nossa que foi solicitada, onde concluímos que a nota da OS fazendo essa afirmativa, não corresponde com a verdade e deve ter outras motivações.

3- Nos sentimos traídos e desconsiderados, porém conscientes de termos desenvolvido nosso trabalho sempre com eficiência e ética.

4- Sentimos e lamentamos o silêncio do Conselho Municipal de Saúde de Santarém (CMS), não especificamente no nosso caso, mas no modo como a OS tem conduzido o atendimento à saúde do povo de Santarém, considerando que o referido conselho tem uma história e uma tradição de um perfeito guardião no controle social no que se refere à saúde de Santarém.

Nossa única intenção ao redigir esta é repor a verdade, ou seja, nunca fizemos proposta de valores do nosso trabalho à OS que administra a saúde de Santarém, consequentemente se alguém se vale desta afirmação, está faltando com a verdade.

Atenciosamente

SAOP

Santarém – PA, 21 de Abril de 2018