O líder do Partido Verde considerou um ato irresponsável a retirada das árvores e questiona se a obra não poderia se enquadrar às necessidades do projeto, respeitando o ambiente


O vereador Valdir Matias Jr. (PV), lamentou a retirada de 15 árvores no bairro Nova República, na tarde desta quarta-feira (19), por uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra). O corte das árvores causou revolta nos moradores e repercutiu na Câmara de Vereadores de Santarém. Valdir foi um dos parlamentares que se posicionou contrário à ação que resultou na retirada de espécies nativas, plantadas no canteiro central da avenida Sérgio Henn, entre a rua Nova e a travessa 1, no trecho conhecido como ‘Frentão’.

Foram derrubadas árvores das espécies Ipê, acácia e mangueiras. Após o protesto de moradores do bairro, as máquinas da Prefeitura deixaram o local. Mas, segundo informações dos próprios comunitários, mais árvores serão retiradas, pois existe uma obra em andamento e elas estão atrapalhando o andamento dos serviços de infraestrutura que ocorrem no bairro.

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Para o líder do PV na Câmara, a ação revela a incapacidade da gestão municipal em integrar os projetos de urbanização da cidade ao meio ambiente e acentua a falta de bom senso dos órgãos responsáveis pelo licenciamento da obra, sobretudo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). O vereador cobrou justificativas plausíveis do Poder Público para a retirada dessas espécies. “Em uma cidade onde o verde é predominante e ainda mais vivendo dias de calor intenso, onde as pessoas aproveitam as áreas arborizadas para se proteger do sol forte, um ato deste vai de encontro com os interesses da população e agride vergonhosamente o nosso meio ambiente. Foi um ato inconsequente, irresponsável e totalmente negligente dos gestores responsáveis pelo licenciamento dessa obra!”, disparou o parlamentar.

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Resposta da Semma

A respeito da retirada das árvores para a construção da Pista de Lazer do Bairro Nova República, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) informa que a liberação da licença foi respaldada com devido embasamento técnico da equipe de engenharia florestal do órgão ambiental.

Após solicitação da Seminfra, a Semma realizou vistoria técnica no local no dia 17 deste mês. Como resultado, constatou-se que apenas 1 Mangueira, por estar localizada fora do eixo da pista e ser imprópria para arborização, além de 5 Ficus e 4 Ipês, por estarem com estruturas comprometidas, poderão ser retiradas com corte raso.

A Semma ressalta que em contrapartida, a fim de fazer a compensação ambiental, a empresa responsável pela obra fará o replantio de mais árvores, apresentando no prazo de 120 dias o plano de arborização da área com a proposta de recomposição das árvores e adequação do projeto as demais árvores que não poderão ser retiradas.

A Secretaria de Meio Ambiente destaca que todas as medidas ambientais estão sendo tomadas e ainda foi solicitado a reposição mínima de 3 árvores por espécie cortada.